Major Araújo defende continuidade dos movimentos a favor dos militares
Durante Audiência Pública realizada na manhã desta segunda-feira, 21, em que foi discutido sobre a Operação Sexto Mandamento, desencadeada pela Polícia Federal, na semana passada, o deputado Major Araújo (PRB) defendeu a definição de estratégias e a continuidade das manifestações a favor da corporação.
“Já estamos dando um grande passo para a mudança ao promovermos essa união. Esse é um dia marcante para todos nós, mas que seja apenas o começo de uma luta pela farda. Sugiro que façamos um movimento permanente e que se prorrogue até a operação terminar”, ressaltou.
O parlamentar destacou a designação “Sexto Mandamento” da PF dada à ação, e solicitou que se atentem também ao Sétimo Mandamento bíblico, ou seja, “Não roube”. “Vamos começar as investigações por esse mandamento, porque está cheio de bandidos por aí”, lembrou.
Major Araújo ressaltou a importância da união da corporação. “É um momento de união. Temos direito também de saber o que está sendo investigado e o que está sendo feito. Não há motivo para tudo isso. Eles foram algemados sem oferecer risco algum”.
Irmã de um subtenente preso na operação, Cida Siqueira diz estar revoltada com a situação e manifestou o desejo de visitar o irmão na prisão. “Gostaria de fazer um paralelo entre o meu irmão e o goiano Mohammed d’Ali dos Santos, que assassinou uma inglesa. O Mohammed tem direito a visitas, incluindo as íntimas. E os nosso militares? Não quero contestar a investigação que está sendo feita, queremos contatos com os nosso presos e direito à visita”, explicou.
Mohammed D'Ali confessou ter matado Cara Marie Burke, de 17 anos, crime ocorrido em 26 de julho de 2008, em Goiânia. Em maio de 2009, ele foi condenado pela Justiça a 21 anos de prisão.
Com o apoio do deputado Major Araújo, familiares e amigos dos militares se reuniram no Auditório Costa Lima da Casa. Estiveram presentes ainda, compondo a mesa de discussão, o coronel Sérgio Katayama; Cida Siqueira, irmã de um subtenente preso; e sargento Macedo; além de representantes do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).