Deputados defendem em Plenário solução para crise da Iquego
Visando uma solução para a crise da Iquego, deputados criaram, durante a sessão desta quinta-feira, 24, conduzida pelo presidente Jardel Sebba, na Assembleia Legislativa, uma comissão para ir ao governador Marconi Perillo.
O líder do Governo, deputado Helder Valin (PSDB), confirmou audiência com o governador Marconi Perillo (PSDB) para discutir os problemas e procurar soluções para o caso de endividamento da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).
O líder afirmou que o Executivo está empenhado em encontrar, o mais rápido possível, uma solução para a Iquego. “O governador Marconi Perillo tem profundo respeito pelos servidores públicos e está fazendo todo o possível para resolver, definitivamente, a situação da Iquego nos próximos dias."
Na oportunidade, Helder Valin conversou com representantes do funcionalismo. “O Governador está buscando parceiros que possam viabilizar a Iquego. Posso garantir que a empresa não será privatizada”, frisou.
A comissão suprapartidária foi composta pelo líder do Governo, deputado Helder Valin, o deputado Helio de Sousa (DEM), José Vitti (PRTB) e Doutor Joaquim (PPS), para conversar com o governador Marconi Perillo, juntamente com o presidente da Iquego, Olier Alves.
O deputado Luis Cesar Bueno (PT) pediu que fosse incluído na comissão o deputado Mauro Rubem (PT), representando a bancada de oposição.
Pronunciamentos
Outros deputados subiram à tribuna para cumprimentar os funcionários da Iquego que estavam na galeria e manifestaram preocupação em buscar uma solução para a crise da empresa que acumula dívidas de R$ 67 milhões.
O deputado Mauro Rubem (PT) lembrou que funcionários da Iquego não recebem seus salários há dois meses. "A folha de pagamento líquida da Iquego é de R$ 900 mil. Precisamos fazer com que os trabalhadores recebam seus vencimentos atrasados", defendeu.
Ele disse ainda que "a indústria é responsável pela produção mensal de 10 milhões de sachês de soro oral, 20 milhões de antibióticos à base de penicilina, 140 milhões de comprimidos destinados ao tratamento da Aids. Uma empresa desse porte não pode ser subestimada. Quero solicitar que votemos, em caráter de urgência, o pagamento dos salários atrasados", reforçou.
Sobre o salário de janeiro dos servidores da Iquego em atraso, Helder Valin explicou que o Governo do Estado está buscando uma forma de garantir o pagamento, uma vez que, por se tratar de uma empresa, a folha não pode ser quitada pelo Executivo.
O deputado José Vitti (PRTB) se comprometeu a encontrar uma solução plausível para a Iquego. De acordo com ele, é difícil sanar os problemas a curto prazo, pela dificuldade em apresentar a empresa à iniciativa privada para a formação de parcerias.
"O Governador não tem medido esforços para sanar os problemas que enfrentamos no Estado. A Iquego foi entregue em situação delicada. Marconi Perillo é bastante sensível à situação de salários atrasados. Como é uma empresa, há limitações jurídicas para que o Estado assuma folha de pagamentos", afirmou José Vitti.
O deputado Luis Cesar Bueno (PT) afirmou que a Iquego possui papel fundamental para a sociedade goiana ao produzir medicamentos de qualidade, que são repassados a baixo custo. "Não permitiremos que a empresa seja privatizada por este Governo", afirmou.
O deputado Humberto Aidar (PT) disse que espera que, em pouco tempo, faixas como as apresentadas pelos empregados da Iquego não sejam comuns. "Em nome da sociedade goiana e de todos os funcionários, peço que seja encontrada rapidamente uma solução para a Iquego. Não é admissível que famílias dos servidores estejam nesta situação", afirmou.
A deputada Isaura Lemos (PDT) disse que se solidariza com a situação dos empregados da Iquego. De acordo com ela, uma indústria farmacêutica é de grande importância para o Estado. "Daremos apoio a esta luta. Se a Iquego se encontra nessa situação, certamente se deu por problemas de gestão."
Já o deputado Tulio Isac (PSDB) afirmou que a dívida da Iquego gira em torno de R$ 70 milhões, dos quais aproximadamente R$ 30 milhões são em tributos. De acordo com ele, a situação não permite que a empresa pública possa continuar com a produção dos medicamentos.
"Não há lado político nessa questão que seja de oposição ou situação. A folha em atraso da Iquego, de R$ 1,8 milhão, não é tão alta assim em relação ao total do passivo. Os deputados do PT, que têm acesso ao Governo Federal, poderiam conseguir um empréstimo nesse valor para quitar os empregados", afirmou o tucano.
Função social
O deputado Helio de Sousa (DEM) afirmou que a Iquego, historicamente, teve uma função social de grande importância ao produzir medicamentos com repasse a baixo custo. De acordo com ele, quando comandou a Secretaria de Estado da Saúde, em 2008, fazia parte do conselho da empresa, havia indícios de que a situação de endividamento era delicada. O democrata disse que, à época, havia possibilidade de resolver a questão.
"Os medicamentos da Iquego são repassados a um baixo custo. Quando fui prefeito em Goianésia, adquiríamos o ácido acetilsalicílico ao custo de 10% da média praticada no mercado. A empresa tem papel estratégico, de grande importância para o Estado", afirmou o deputado da tribuna, durante o Pequeno Expediente desta quinta-feira, 24.