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Palestra abre 3º Fórum de Debates das Mulheres Parlamentares

15 de Março de 2011 às 16:32

Às 15 horas desta terça-feira, 15, a deputada distrital Celina Leão (PMN-DF) abriu o ciclo de palestras do 3º Fórum de Debates das Mulheres Parlamentares do Estado de Goiás. Natural da cidade de Goiânia e atuando em Brasília, a deputada falou sobre a atuação feminina nas eleições 2010.

O fórum é uma promoção das Diretorias Geral e de Recursos Humanos, em uma parceria com a Escola do Legislativo da Casa, e acontece no Auditório Costa Lima.

Experiências

Celina Leão iniciou os debates falando sobre as dificuldades que enfrentou para conquistar seu espaço no mundo da política. "Nos últimos anos, houve um importante progresso na participação das mulheres no mundo da política. Contudo, as recentes mudanças não interferiram de fato no cenário das últimas eleições. Relativamente poucas mulheres foram eleitas", lamentou.

A deputada distrital afirmou que o resultado eleitoral pouco favorável às mulheres foi ocasionado, em parte, por um persistente preconceito da população contra a participação feminina no mundo da política. "No dia a dia, falamos que o preconceito não existe, mas isso não é verdade. As mulheres ainda vivem sob o domínio de uma cultura patriarcal, em que o espaço político sempre foi ocupado pelos homens", denunciou.

Lei Maria da Penha

Celina também falou sobre a Lei Maria da Penha, recente instrumento legal de proteção às mulheres contra a violência. "Antigamente, os casos de agressão a mulheres só podiam ser punidos caso o agressor fosse apanhado em flagrante. A Lei Maria da Penha inovou, mas ainda é muito recente", observou.

Números

Em seguida, apoiando sua apresentação em dados estatísticos, a parlamentar do PMN demonstrou que as mulheres ainda constituem minoria absoluta no mundo da política. “Apenas 12% das cadeiras do Senado são ocupadas por mulheres e somente 7% dos Estados são geridos por governadoras. As mulheres respondem ainda por apenas 13% do número total de vereadoras no País. A proporção é semelhante nas outras instâncias do Poder”, afirmou.

“Não podemos nos acovardar. A política sempre foi um espaço masculino. A grande tarefa das mulheres é enfrentar o machismo e a discriminação. Devemos construir uma consciência coletiva, eleger mais mulheres para a liderança de sindicatos, conselhos, prefeituras, câmaras municipais e estaduais, secretarias de Estado, governos dos Estados e presidência da República”, conclamou.

Campanhas

Celina também defendeu uma maior institucionalização das políticas públicas voltadas à participação das mulheres na política, bem como o financiamento público de campanhas. Segundo ela, o objetivo é eliminar o abuso do poder nos processos eleitorais, bem como destinar parte do fundo arrecadado pelos partidos à formação política das mulheres.

“Muitos partidos não estão realmente interessados em eleger as mulheres, e se esquecem da necessidade de formar toda uma geração de representantes do sexo feminino para a política. Devemos identificar quais são os partidos que realmente dão espaço às mulheres, e os partidos, por sua vez, devem se conscientizar de que não devem atuar como legendas de aluguel. O partido consciente é aquele que procura atuar como nosso parceiro”, sentenciou.

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