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Debate na TV

17 de Março de 2011 às 11:51
Uso de agrotóxico é tema do programa Opinião, que tem a participação do deputado Valcenôr Braz, do PTB.
O programa Opinião, gravado na quinta-feira, 17, abordou o uso indiscriminado de agrotóxicos. Para debater o assunto, estiveram presentes, no estúdio da TV Assembleia, o deputado Valcenôr Braz (PTB); o secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Vilela (PSDB); e o professor da Pontifícia Universidasde Católica (PUC-GO), ambientalista e advogado especializado em Direito Público, Eduardo Cavalcante. O programa será exibido nesta terça-feira, 22, às 19 horas, no canal 8 da NET.

Os agrotóxicos são usados para exterminar pragas ou doenças que prejudicam as plantações. Existem vários tipos deles e, por seus efeitos na saúde e no meio ambiente, hoje, diversas dúvidas surgem quanto ao seu uso.

O secretário Leonardo Vilela acredita que, se não fosse a tecnologia moderna de agricultura, com a utilização de fertilizantes e agrotóxicos, seria impossível atender a demanda com o aumento da população. Segundo ele, o grande fator limitante da população na história da humanidade foi exatamente a disponibilidade de alimentos.

"Os agrotóxicos são importantíssimos no sentido de permitir o aumento da produção de alimentos, muito acima da utilização das terras. No entanto, é como um medicamento, se você dá uma dose excessiva de um analgésico ou de um antibiótico para o paciente, ele pode morrer ou ter graves problemas. O agrotóxico tem que ser utilizado da forma correta, na dosagem certa e, desde que isso seja observado, os danos ambientais são muito pequenos e os riscos para a saúde humana também são desprezíveis", ressalta Leonardo Vilela.

O secretário enfatiza que os agrotóxicos são utilizados com base em estudos científicos e que o uso controlado e bem feito desses produtos é extremamente positivo no sentido de permitir a produção de alimentos em termos de quantidade, qualidade e preço baixo.

"Não podemos dizer que o agrotóxico é o grande vilão. É lógico que, se mal utilizado, ele contamina mananciais e lençóis freáticos, além de causar prejuízos à fauna, flora e à própria saúde humana. É por isso que existe fiscalização voltada para as pessoas que o manuseiam e para a utilização correta do produto. É preciso considerar, no entanto, o grande avanço que os agrotóxicos permitiram à saúde púbica", destaca.

Leonardo Vilela defende ainda que, se não fossem os agrotóxicos que matam pragas, como, por exemplo, o barbeiro transmissor da doença de Chagas, possivelmente o Brasil enfrentaria uma situação endêmica dessa moléstia.

O deputado Valcenôr Braz se declara defensor da classe dos produtores rurais e afirma que, atualmente, eles estão mais conscientes, devido a orientações técnicas e ações como as do próprio parlamentar, a exemplo da que foi realizada no Entorno, em que se ofereceu 65 cursos de orientação e qualificação aos produtores da região.

"Há uma consciência muito diferente, do produtor, hoje, se comparado há 20 anos. O produtor rural não é o vilão da história e está cada vez mais qualificado para produzir com qualidade", enfatiza o parlamentar. O deputado declarou ainda que município de Luziânia é o segundo maior exportador agrícola de Goiás.

O professor Eduardo Cavalcante acredita que houve mudança expressiva nas práticas agrícolas. "O produtor tem a atividade agrária ligada à função social da propriedade. O produtor tem que ter índice de produtividade e índices econômicos elevados, respeitando a legislação trabalhista e, principalmente, a legislação ambiental, sob a pena de responderem por crime ambiental", explica.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Goiás informa que foi criado, recentemente, o disque-denúncia 0800 6462112, para receber denúncias sobre o uso inadequado de agrotóxicos ou outros crimes ambientais.

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