Ícone alego digital Ícone alego digital

Pesquisadora debate a cidadania contemporânea em artigo no sítio eletrônico

25 de Março de 2011 às 15:54

Segue disponível para consulta do público, no sítio eletrônico da Assembleia Legislativa, o texto "Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas", escrito pela pesquisadora legislativa Emília Cristine Pires, servidora da Casa. O artigo debate o conceito de cidadania e os desafios que são enfrentados na atual conjuntura mundial, a partir de premissas de cidadania estabelecidas pelo sociólogo britânico T. H. Marshall.

Os estudos de Marshall partem de três eixos: o Direito Civil, o Político e o Social. O Direito Civil garante a liberdade individual, o Direito Político assegura a participação no exercício do poder e o Direito Social propõe um mínimo de bem-estar aos indivíduos.

A ideia de que a cidadania é composta por direitos é dissecada a fundo, com abordagens que passam pela universalidade, territorialização, índole estatal-nacional e o princípio plebiscitário da cidadania (ou individualização da cidadania). O artigo discute a fundo esses assuntos, inclusive com os conflitos contemporâneos causados pela complexidade de cada um deles.

Emília Cristine aborda também, falando especificamente do Brasil, o projeto democratizante dos anos 1980, que considerava que a democracia política poderia criar condições para a volta do crescimento econômico e, ao mesmo tempo, para o estabelecimento de padrões de distribuição mais igualitários.

A forma como foi feita a redemocratização no Brasil (da Anista, em 1979, passando pela nova Constituição, até a volta das eleições diretas presidenciais, em 1989) enfatizava, o tempo todo, o projeto político como mola propulsora da cidadania.

O fim do ciclo da redemocratização, marcado pela eleição presidencial de 1989, acabou desembocando em uma nova concepção de interação entre economia e política. A política — antes salvadora — passou a ser vista como obstáculo ao crescimento econômico.

A tradicional preferência pela utilização dos recursos da autoridade foi substituída pelo mercado e o tamanho do Estado passou a ser visto como responsável pelo desempenho econômico insatisfatório — o que levou às privatizações nos Governos Fernando Collor (1990-1992), Itamar Franco (1992-1994) e, especialmente, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Mais detalhes desse debate podem ser lidos no próprio texto de Emília Cristine. Para tanto, clique aqui.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.