Alunos de colégio estadual participam de palestra sobre tuberculose
A Assembleia Legislativa promove, em data a ser definida, palestra sobre tuberculose, para os alunos do Colégio Estadual José Carlos de Almeida. O colégio está sob a direção de Jane Caetano de Moura e possui 584 alunos, que serão divididos entre turmas de 180 alunos por palestra no Auditório Costa Lima, às 14h30.
A iniciativa se deu após a coordenadora do turno vespertino do colégio, Denise Batulevicius, ter acessado o Portal da Assembleia na quinta-feira, 24, que informava sobre a palestra "Como Sei que Estou com Tuberculose?".
Denise solicitou que a Escola do Legislativo estendesse a ação aos alunos do colégio estadual, tendo em vista que o assunto deve ser abordado de forma massiva, para que seja de conhecimento de todos. A data de 24 de março é reservada ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, doença infecciosa crônica que mais mata no mundo.
A palestra é realizada pela Escola do Legislativo em parceria com a Diretoria de Recursos Humanos e SESMT. A enfermeira da Seção de Serviços de Segurança e Medicina do Trabalho da Casa, Polyana Maria Pimenta Mandacaru, que também é mestranda em Epidemologia, é quem fará a palestra. A servidora é especialista em Saúde da Família e atua ainda como professora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e do Senai-Goiás.
A doença
Caracterizada por seu fator social, a tuberculose é uma doença grave, que causa muito preconceito contra os infectados por causa de seu alto nível de disseminação e contágio. Ela pode ser confundida com uma simples gripe, mas levanta sinal de alerta quando a tosse persiste por mais de três semanas. Ao contrário do que se pensa, pode afetar pessoas de todas as classes sociais e estilos de vida.
O espirro de um infectado pode jogar cerca de 2 milhões de bacilos, denominados de Koch, que ficam suspensos no ar por cerca de duas horas, podendo infectar as pessoas no recinto.
Em 90% dos casos, ataca os pulmões, mas pode se instalar em outros órgãos, a chamada tuberculose extra-pulmonar, como a renal, óssea, da meninge, dos olhos, da pele, entre outras.
Sintomas
São sintomas da presença da tuberculose: tosse crônica por mais de 21 dias, suor noturno, perda de peso, anorexia (falta de apetite) e adiamia (falta de disposição para atividades diárias).
Quando a tosse persiste por mais de três semanas, a pessoa deve ser encaminhada ao médico, que deverá determinar os tipos de exame de detecção. Entre os mais comuns, estão o exame do escarro e o raio-x do tórax, e, nas formas não pulmonares, os exames específicos para se chegar ao diagnóstico.
De acordo com a enfermeira Polyana Mandacaru, o tratamento da tuberculose dura cerca de seis meses, quando as chances de cura chegam a 95%. Com o objetivo de evitar o preconceito, é importante esclarecer a população que, de 15 a 30 dias de tratamento, o paciente de tuberculose não pode mais disseminar a doença.
Durante seis meses, o portador da doença é medicado com altas doses de antibiótico, que atualmente se concentram em quatro comprimidos a serem ingeridos em jejum, desenvolvidos para destruir o Bacilo de Koch. Segundo informou a enfermeira especialista, mulheres gestantes podem fazer este tratamento normalmente.
A prevenção da tuberculose começa logo na infância, com a aplicação da vacina BCG nos recém-nascidos, procedimento que pode proteger apenas contra as formas mais graves da doença.