Presidente da CUT defende que controle do Ipasgo saia das mãos do Estado
A presidente da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO), Bia de Lima, participa neste momento da audiência pública que discute a crise no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo).
A sindicalista destacou a urgência com que deseja ver a situação do instituto resolvida. “Precisamos de uma solução urgente, pois mensalmente vemos a parcela do Ipasgo sendo abatida em nosso contracheque e, infelizmente, não estamos percebendo a contrapartida.”
Segundo a presidente da CUT-GO, a greve de alguns prestadores não causou surpresa. “Há vários anos o Ipasgo vem infringindo a Lei que determina que quem financia é que deve administrar. Os servidores têm interesse em assumir esse controle e por conta disso foram feitas várias promessas não cumpridas que acabam resultando nessa ingerência.”
Segundo Bia de Lima, em 2010 havia a promessa do Governo Alcides Rodrigues (PP) em promover a transição, o que não foi feito até o fim do mandato. Ele afirma que na administração anterior do governador Marconi Perillo (PSDB), também houve a promessa, que igualmente não foi realizada. “Nos foram criadas várias propostas e nenhuma foi cumprida."
De acordo com a presidente da CUT-GO não existe outra solução senão a mudança de direção do instituto. “No Ipasgo não existe calote, pois as mensalidades são descontadas em folha. Então podemos afirmar que esses cinco meses de atraso no pagamento dos prestadores é causado pelo fato de que o órgão é gerido por quem não é de direito.”
A audiência está sendo realizada, na manhã desta quarta-feira, 30, na Sala Solon Amaral da Assembleia.