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Situação do Ipasgo

30 de Março de 2011 às 11:34
Por iniciativa de Mauro Rubem, Assembleia realizou nesta quarta, 30, audiência para discutir a crise no Ipasgo.
Por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa realizou na manhã desta quarta-feira, 30, na Sala Solon Amaral, audiência pública para discutir a crise no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo).

Com o tema "Ipasgo em Crise: Reflexos na Saúde Pública Goiana", o evento teve por objetivo promover debate sobre os problemas, visando buscar soluções para as constantes crises que vêm levando o órgão ao não-cumprimento de seus compromissos financeiros e gerando consequências desgastantes para os usuários, prestadores de serviços e trabalhadores.

A proposta do evento foi apresentar soluções que pudessem ser aplicadas imediatamente, visando alterar o atual quadro do Ipasgo, além de definir estratégias que possam garantir o equilíbrio financeiro, estabilidade e fortalecimento do órgão.

Compuseram a mesa do evento, além de Mauro Rubem, o presidente do Ipasgo, José Taveira Rocha; o presidente do Comitê de Integração das Entidades Representativas dos Médicos e dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (Cier-GO), Paulo Francescantônio; a presidente da Central Única dos Trabalhadores, Bia de Lima; e da representante do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Grazielle Custódio.

700 mil usuários

De acordo com Mauro Rubem, essa é uma das crises mais difíceis vivenciadas nos últimos tempos. Entre titulares e dependentes, além de convênios, o Ipasgo atinge mais de 700 mil usuários por mês que não possuem, segundo o deputado,  segurança no atendimento e na sobrevivência da instituição.


O parlamentar ressaltou que é urgente a definição de uma solução para o pagamento dos prestadores do Ipasgo e consequente retorno do atendimento de seus beneficiários. "O Ipasgo é o maior plano de saúde do Estado de Goiás, a paralisação do atendimento afeta o funcionamento de vários hospitais particulares e, até mesmo, do Sistema Único de Saúde (SUS)."

A presidente da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO), Bia de Lima, disse que a situação do instituto precisa ser resolvida  com urgência. “Precisamos de uma solução urgente, pois mensalmente vemos a parcela do Ipasgo sendo abatida em nosso contracheque e, infelizmente, não estamos percebendo a contrapartida.”

A representante do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Grazielle Custódio, em nome dos profissionais pessoa física prestadores de serviço ao instituto informou que caso as contas não sejam colocadas em dia, ficariam impossibilitados de continuar o serviço. “Esses profissionais ainda estão prestando o serviço ao Ipasgo, porém caso nada seja resolvido, fica inviável a continuidade do atendimento. Como o profissional pode manter um consultório ou uma clínica sem receber?”, questionou.

O presidente do Comitê de Integração das Entidades Representativas dos Médicos e dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (Cier-GO), Paulo Francescantônio, destacou que há um histórico de conflitos entre o Ipasgo e seus prestadores de serviço desde 1991. "Em 2003, os prestadores decidiram se organizar através da formação de um comitê, que reuniu todas as áreas da Saúde. Este histórico mostra que estamos diante de um problema crônico e agudo."

Esforço

O presidente do Ipasgo, José Taveira Rocha, falou principalmente sobre o esforço feito para resolver o problema de falta de pagamento dos prestadores de serviço. Taveira contou que, ao assumir a gestão do instituto em janeiro, encontrou um déficit de R$ 300 milhões, referentes a pagamento de fornecedores, da folha de servidores e das faturas de prestadores referentes aos meses de agosto a dezembro de 2010.


Apresar de tudo José Taveira acredita na recuperação do Ipasgo, ao qual considera viável. “Não posso dizer que a recuperação total será a curto prazo, mas posso dizer que vou regularizar a situação. Para isso teremos que contar com medidas amargas e muito diálogo, mas situações piores já foram enfrentadas e prova de que o instituto é viável é o fato de que com a arrecadação de janeiro e fevereiro conseguimos quitar as folhas de agosto, setembro e outubro.”

No dia 24 de março o Ipasgo propôs, em comunicado a seus usuários, o parcelamento da dívida com os prestadores de serviços de saúde em 24 meses com a quitação da primeira parcela em 90 dias. Os prestadores fizeram contraproposta para pagamento em seis meses. Doze meses poderá ser o acordo que será fechado para a finalização da greve.
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