Desembargador pede cautela na concessão de liminares para atendimento de saúde
O desembargador Paulo Telles do Tribunal de Justiça manifestou sua preocupação com a quantidade de liminares determinando que secretarias estaduais e municipais e hospitais prestem atendimento a pacientes ou realizem cirurgias, sob pena de prisão.
"É claro que o juiz não pode permitir que o paciente morra por falta de atendimento. Mas é necessário ter cautela e equilíbrio nas decisões e evitar precipitações, já que elas interferem no equilíbrio financeiro destas instituições. Estas decisões não são a causa principal do desequilíbrio orçamentário dos hospitais, mas contribuem para o agravamento do quadro", disse.
O desembargador participa da audiência pública na manhã desta terça-feira, 12, no Auditório Solon Amaral, sobre as dificuldades financeiras da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), entidade mantenedora do Hospital Araújo Jorge.
Paulo Telles ainda comentou a afirmação da presidente da ACCG, Criseide Castro, de que os grandes investimentos no Araújo Jorge serão suspensos até a regularização das finanças. "Esta é uma decisão essencial, principalmente, porque os índices de correção destas dívidas são muito altos."