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Vítima do acidente do Césio diz que falta de dados impede concessão de benefícios

17 de Maio de 2011 às 14:12

O funcionário do Consórcio Rodoviário Intermunicipal (Crisa), Mário Rodrigues da Cunha, criticou o acesso limitado aos dados do acidente com o césio 137, que impede que muitas vítimas consigam os benefícios de assistência junto ao Estado. “Na época, por ser um caso de segurança nacional, muito foi omitido, e hoje nós é que pagamos por essa omissão, pois nos cobram provas”, ressaltou.

Segundo Mário Rodrigues muitas das pessoas que trabalharam na descontaminação da cidade, realizaram as atividades, inclusive, sem saber que se tratava de material radioativo e contaminante. “Ninguém falava que o trabalho traria sequelas. Na época o pessoal ganhava uma diária e hora extra. A gente não sabia o que era, só depois é que começamos a ter noção do tamanho do problema”, informou.

Sobre as vítimas do acidente, o ex-funcionário do Crisa afirmou que o Estado não admite a relação entre a radiação do Césio e a doença. “Quando nos foi solicitado que fizéssemos o trabalho, nos dedicamos sem contar as horas, agora esses mesmos heróis, que ainda estão vivos e os que já se foram, através de suas famílias, não conseguem o apoio necessário para enfrentar as dificuldades que são impostas”, enfatizou.

Mário Rodrigues da Cunha, fez parte da mesa da audiência pública que na manhã desta terça-feira, 17, na Sala Solon Amaral da Assembleia, debateu sobre assistência às vítimas do acidente com o césio 137, ocorrido em Goiânia em setembro de 1987.


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