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Começou neste momento trabalhos da CPI na Assembleia

25 de Maio de 2011 às 11:09
Os deputados-membros da CPI, que vai investigar possíveis irregularidades nas contas do último ano do Governo Alcides Rodrigues, vão ouvir daqui a pouco o secretário-chefe da Controladoria José Carlos Siqueira, que já está na Assembleia. Ele concedeu entrevista à imprensa antes de entrar para a sala Solon Amaral.

Já chegou à Assembleia Legislativa o secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado, José Carlos Siqueira, para participar da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para investigar possíveis irregularidades nas contas do último ano de mandato do ex-governador Alcides Rodrigues. A reunião acontece na manhã desta quarta-feira, 25, na Sala Solon Amaral.

Em entrevista à imprensa, o secretário afirmou que detalhará aos membros da Comissão a situação da Administração estadual em 1º de janeiro deste ano, quando foi iniciado o mandato do governador Marconi Perillo. "A sociedade goiana já conhece estes números. Nós vamos, nesta reunião, nos aprofundarmos nestas questões", enfatizou.

José Carlos Siqueira lembrou que a Administração Pública tem que atuar observando os procedimentos estabelecidos na Constituição e nas leis e que qualquer espécie de irregularidade tumultua a máquina pública.

Por fim, o secretário ressaltou que o atual Governo tem buscado um nível adequado de equilíbrios fiscal, através da restrição das despesas e da procura por um aumento das receitas com programas de arrecadação. "Com este equilíbrio, que deve ser alcançado, ainda em 2011, o Governador terá condições para cumprir aquilo que prometeu aos goianos", encerrou.

Histórico

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga possíveis irregularidades durante o último ano de mandato do ex-governador Alcides Rodrigues foi criada a partir de um requerimento apresentado por Cláudio Meirelles (PR). A CPI foi oficialmente instalada em abril, quando as bancadas, respeitando o princípio da proporcionalidade, indicaram seus representantes.  

O documento foi assinado pelos deputados Jardel Sebba, Sônia Chaves, Fábio Sousa, Nédio Leite, Helder Valin e Tulio Isac (PSDB); Valcenôr Braz e Talles Barreto(PTB); Cláudio Meirelles e Álvaro Guimarães (PR); José Vitti (PRTB); Elias Júnior (PMN); Doutor Joaquim (PPS); José de Lima (PDT); Major Araújo (PRB); Carlos Antônio (PSC). Veja aqui a íntegra do requerimento.

A CPI tem como membros titulares os deputados Cláudio Meirelles, Dr. Joaquim de Castro (PPS), Francisco Gedda (PTN), José Vitti (PSDB) e Luis Cesar Bueno (PT). A suplência é ocupada pelos parlamentares Talles Barreto (PTB), José de Lima (PDT), Tulio Isac (PSDB), Bruno Peixoto (PMDB) e Mauro Rubem (PT).

Os deputados decidiram em reunião que a presidência será ocupada por Cláudio Meirelles; a relatoria, por Dr. Joaquim de Castro (PPS); e a vice-presidência, por Luis Cesar Bueno. Os deputados-membros também solicitaram ao Tribunal de Contas do Estado de Goiás o apoio técnico de servidores para auxiliar nas investigações.

A CPI ouviu o atual secretário de Fazenda, Simão Cirineu, na última quarta-feira, 18, quando ele confirmou que o Estado herdou do Governo passado um déficit potencial, em janeiro, da ordem de R$ 2,113 bilhões. 

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