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Marcha das Margaridas é tema do Programa Opinião desta segunda na TV Assembleia

15 de Agosto de 2011 às 13:14

Cerca de 100 mil mulheres, em sua maioria, trabalhadoras rurais, vão as ruas nos dias 16 e 17 de agosto, com o objetivo de chamar a atenção sobre mais de 150 reivindicações que inclui melhores condições de vida. A Marcha das Margaridas vai reunir mulheres de diversas regiões do País e o resultado final desta marcha será a sede do Poder Brasília.

 

A presidente da Comissão de Habitação Reforma Agrária e Urbana, Isaura Lemos (PDT), e a secretária da mulher da  Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetaeg), Ana Maria Caetano participaram do Programa Opinião gravado na manhã desta segunda-feira 15, na TV Assembleia.

 

Segundo a secretária a Marcha é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena. Durante esses dois dias milhares de mulheres ficarão nas estruturas montadas no Parque da Cidade em Brasília, intitulada Marcha das Margaridas.

 

A Marcha das Margaridas se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista e sua agenda política de 2011 tem como lema desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

 

O objetivo das mulheres trabalhadoras rurais irem mais uma vez, às ruas, em movimento, é de protestar contra as desigualdades sociais, denunciar todas as formas de violência, exploração e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres.

 

A deputada Isaura Lemos já confirmou presença no evento e declara de grande relevância que todas as mulheres, não só camponesas, se conscientizem da importância de participar da Marcha, sendo um fato de interesse de toda a sociedade.

 

Isaura afirma que como representante do povo representa as mulheres trabalhadoras rurais, “Precisamos nos unir a favor dessas mulheres que merecem todo nosso respeito e gratidão, afinal, sabemos que cerca de 70% do que comemos vem do trabalho da agricultura familiar onde estão as mulheres do campo”, destaca.

 

“Queremos sensibilizar a todos pela importância de participar da Marcha. São trabalhadoras que buscam socorro do Poder Público para que elas possam trabalhar dignamente”, ressalta a parlamentar.

 

Ana Maria afirma que com essa Marcha as trabalhadoras rurais saem da invisibilidade. “Nossa expectativa com a participação da Presidenta Dilma (PT), é muito grande. Sabemos que ela não vai conseguir anunciar respostas positivas às nossas 168 reivindicações, porque depende de toda uma conjuntura política, mas vamos monitorar essa pauta no decorrer dos anos”, explica.

 

Em cada uma das três marchas, realizadas nos anos de 2000, 2003 e 2007, a plataforma política e pauta de reivindicações focalizou questões estruturais e conjunturais e aquelas específicas das trabalhadoras do campo e da floresta, todas buscando a superação da pobreza e da violência e o desenvolvimento sustentável com igualdade para as mulheres.

 

A Marcha 2000, realizada durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), teve caráter de denúncia do projeto neoliberal, mas as trabalhadoras rurais também apresentaram pauta de reivindicações para negociação com o Governo. Grande parte das reivindicações voltou a integrar a pauta das marchas seguintes, realizadas nos anos 2003 e 2007 sob o governo Lula (PT).


Atualmente, após a realização de três marchas, as trabalhadoras do campo e da floresta contabilizam algumas conquistas como; documentação de acesso a terra, apoio às mulheres assentadas e políticas de apoio a produção na agricultura familiar; criação do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural – PNDMTR; fortalecimento do PNDTR com ações educativas e unidades móveis em alguns Estados; Titulação Conjunta; revisão dos critérios de seleção de famílias cadastradas para facilitar o acesso das mulheres a terra.


História

 

A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves.

 

Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.

Programação

 

16 de agosto

 

7h – recepção das caravanas em Anápolis – Av. Brasil próximo ao trevo do DAIA

8h – ato político

10h – Sessão Solene em homenagem à Marcha das Margaridas – Câmara dos Deputados.

      - Painéis de Debates - Lançamento da Campanha contra Agrotóxicos - Lançamento do PL de Iniciativa Popular - Pavilhão de Exposição – Parque da Cidade (Cidade das Margaridas)

     - Exposição Fotográfica "Mulheres do Campo e da Floresta Tecem um Novo Amanhecer". Hall da Taquigrafia - Anexo II – Câmara

21h – Show com Margareth Menezes - Parque da Cidade (Cidade das Margaridas)

 

 

17 de agosto

 

7h – Saída do Parque da Cidade (Cidade das Margaridas), em passeata para a Esplanada dos Ministérios

10h – Ato em frente ao Congresso Nacional

15h - Ato de Encerramento com o anúncio das respostas dos ítens da pauta de reivindicações da Marcha das Margaridas com a Presença da Presidenta Dilma Rousseff. – Parque da Cidade (Cidade das Margaridas)

 

 

O Programa Opinião vai ao ar nesta segunda-feira 15, às 19 horas no canal 8 da NET e pelo site.

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