Escolas devem oferecer alimentação adequada
Alimentação adequada e saudável nas escolas da rede pública e privada do Estado de Goiás deve ser obrigatória. É o que dispõe o projeto de lei do deputado Miguel Ângelo (PMDB), aprovado preliminarmente em plenário e que está em discussão e votação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). O parlamentar coloca que a preocupação com a alimentação nas escolas tem aumentado à medida que cresce o número de crianças e adolescentes acima do peso em todo País.
Colesterol e hipertensão - problemas de saúde antes vistos apenas em adultos - agora também atingem os mais novos. “Alguns estados brasileiros adotaram a proibição da venda, nas cantinas e lanchonetes das escolas, de alimentos pouco saudáveis e que colaboram com o terrível quadro na saúde infantil. É necessário mudar os hábitos alimentares de crianças e adolescentes, o que se torna um processo demorado e que exige que pais e escolas trabalhem juntos”, explica.
Miguel Ângelo pondera ainda que a proibição da propaganda dos produtos danosos, no âmbito escolar, é outra medida necessária e fundamental para o êxito desse projeto. No entanto, a comunidade escolar precisa discutir uma alimentação qualitativa para crianças e jovens estudantes. Para isso, o deputado propõe a capacitação do corpo docente, donos de cantinas ou lanchonetes e da sociedade em geral, para abordagens multidisciplinares dos conteúdos relacionados à saúde alimentar e às doenças causadas pela má alimentação.