Promotor diz que a lei vale para todos, até políticos
“A atividade policial não pode ficar atrelada apenas à punição de bandidos e criminosos. Se tiver político envolvido em falcatruas e maracutaias, que eles também sejam punidos”.
É o que foi dito pelo promotor Rodney Silva, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial, durante audiência pública promovida pelo deputado Mauro Rubem (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. Rodney é um dos responsáveis pela Operação Ouro Negro, que culminou com a prisão de secretários do prefeito de Catalão Adib Elias (PMDB).
Sobre alternativas de combate à violência policial, objeto da audiência, Rodney Silva lembrou que o mais importante é manter vigilância sobre os atos policiais. No ataque às atividades criminosas, especialmente o Jogo do Bicho, ele enfatizou que tem muita gente “graúda” misturada com os humildes vendedores de bilhetes. “A lei vale para todos, inclusive para os políticos. Se tiver político envolvido em atividade criminosa, que ele também seja preso”, disse, aplaudido.
Rodney é contra a extinção da P2, que frequentemente é acusada de usar e abusar da força policial, dizendo que sua existência é legal e constitucional: “O que poderia ser feito é aperfeiçoar as atividades de inteligência da polícia”.
A promotora Ivana Farina também participou da audiência. Ela foi designada pelo procurador-Geral de Justiça, Eduardo Abdon, para acompanhar casos de violência policial registrados no Conselho dos Direitos da Pessoa Humana.