Diego Sorgatto apresenta projeto que propõe campanha de prevenção de acidentes com motos
O deputado Diego Sorgatto (PSB) elaborou o Projeto de Lei nº 4340/2017 para instituir a "campanha sobre a prevenção a acidentes com motociclistas” no Estado de Goiás. Segundo o projeto, a campanha será implementada por meio de campanhas publicitárias de cunho educativo em diversos veículos de comunicação. Uma cartilha educativa também será produzida, com o nome de "Cartilha do Motociclista", que será entregue gratuitamente ao motociclista no momento da vistoria anual, com dicas de segurança ao conduzir uma motocicleta.
Estão previstas também parcerias com municípios ou outros entes públicos ou privados para informar aos motociclistas de maneira a conscientizá-los sobre acidentes provocados com motocicletas.
De acordo com o deputado, a ideia do projeto é efetivar uma nova frente de trabalho para combater os altos índices de acidentes com esse tipo de transporte, que ocasionam mortes, incapacidades, sequelas psicológicas e impacto econômico, principalmente no sistema de saúde pública.
Segundo o Detran Goiás, os motociclistas são as maiores vítimas nos acidentes de trânsito. Estima-se que 62% dos feridos e mortos pilotavam ou eram passageiros de motos. Isso ocorre porque, ao contrário do motorista, esse condutor fica exposto no momento da colisão. Sem a carenagem de um veículo, a sua única proteção é o capacete e as vestimentas.
Ainda segundo o Detran Goiás, em Goiânia há mais de 296 mil motocicletas, e em cinco anos houve quase 800 acidentes envolvendo motos com mortos com idade entre 26 e 35 anos. De janeiro a outubro desde ano, 13 motociclistas morreram em Goiânia.
Para Diego Sorgatto a intenção do projeto é alertar e sensibilizar os motociclistas sobre a importância de mudar o comportamento e dirigir com mais responsabilidade. “Que todos conduzam suas motos com o máximo de cautela, para que consigamos reduzir o número de acidentes, e que os condutores de veículos de duas rodas se conscientizem de que a pressa é inimiga da vida.”
O projeto será encaminhado à apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).