Presidente do ICCP Brasil participa de audiência em defesa da bacia do Rio Araguaia
Durante a audiência, que nesta terça-feira, 7, debate a preservação do Rio Araguaia e ações para coibir infrações e metas de fiscalização para uso da água e desvio do Araguaia, o presidente do Instituto Cidadão Consciente e Participativo (ICCP Brasil), Marcelo Conrado, em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, levantou as diretrizes que já foram apontadas nas reuniões que tratam dos cuidados e preservação do Rio Araguaia.
Segundo ele, uma das principais questões nesta temática da escassez de água é o desmatamento do cerrado, o qual tem afetado praticamente toda a região do bioma, bem como a bacia do Araguaia. “Todavia, as conclusões que tiramos junto à comunidade científica, é que ainda falta muita informação”, explicou.
Segundo o presidente do ICCP Brasil, para que seja possível fazer um plano de gestão hídrica e um planejamento de médio e longo prazo é preciso muito mais informações e dados do que hoje estão disponíveis. “Uma das polêmicas que existem, por exemplo, na retirada de água para uso em pivôs de irrigação é que não sabemos sequer com base em que estudo que os órgãos responsáveis estão concedendo as outorgas”, apontou.
Ele destacou que sem esses estudos não é possível sequer julgar se está correto ou errado o que está sendo concedido. “Não existe nenhuma forma concreta de avaliação disso tudo. É preciso, portanto, algumas ações como a instalação de estação fluviométrica, fazer a coleta destes dados, medir a vazão em determinados períodos, para então ser possível ver qual a quantidade de autorizações podem ser dadas e em qual período estas podem ser utilizadas”, apontou.
Marcelo Conrado concluiu que com isto em mãos será possível criar um ambiente mais seguro tanto para os que precisam da água para suas atividades tanto como para o ecossistema. “Falta muito planejamento, investimento e infraestrutura. Nós temos no Brasil 12 % da água do mundo e Goiás é uma região bem servida neste contexto, portanto o que falta são informações para o desenvolvimento de sistemas e gestão mais elaborados e eficazes”, finalizou.