Psicóloga fala de trabalho preventivo que é desenvolvido no IFG
Participante da audiência que discute a obrigatoriedade da presença de psicólogo escolar nas redes de ensino de Goiás, a psicóloga Maraísa Oliveira falou sobre sua experiência no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).
Maraísa explicou inicialmente que o IFG é uma instituição de ensino, pesquisa e extensão com 589 unidades escolares distribuídas em todos os Estados e no Distrito Federal, com 11.849 estudantes nos cursos presenciais, sendo que 4.298 estão presentes no Câmpus de Goiânia. Ela ainda contou que são 453 psicólogos distribuídos entre as mais de 500 unidades do IFG. Em Goiás são 43 profissionais atuantes.
Ela explicou que os principais objetivos das ações da psicologia escolar são voltados para a prevenção e não apenas remediação. “Queremos virar esse disco de que o psicólogo só atua quando há uma problemática. Atuamos antes que algo ocorra, fazemos um trabalho profundo de prevenção”, explica.
“Vamos atrás de entender e acompanhar o desenvolvimento do aluno em todo o processo de ensino e aprendizagem. Desde que ele entra na escola até quando ele sai e não vamos atrás do aluno só quando ele tem algum problema. Discutimos vários temas, fazemos projetos de intervenção. Acompanhamos esse aluno e orientamos professores. Fazemos todo um trabalho de mediação dentro do ambiente escolar”, destacou a profissional.
Além disso, ela contou que fazem também reuniões com pais e conselhos de classe; orientação e parceria junto aos docentes (processo de ensino-aprendizagem de alunos com deficiência, com transtornos psiquiátricos e dificuldade de aprendizagem); oficinas, palestras, ciclo de debates para docentes sobre inclusão; projetos de pesquisa sobre evasão no ensino superior; e parcerias com universidades.
Ela destaca também os projetos de intervenção sobre drogas, sexualidade, gênero, preconceito, violência, prática de estudos e outras demandas dos alunos. “Esses projetos são ‘a menina dos meus olhos’, pois é quando se torna mais possível estar perto do aluno e compreendê-lo. Temos o projeto Psiarte, o CinePsi e também Rodas de Conversa”, citou.
Por fim, a psicóloga apresentou a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrape-GO). “É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por finalidade incentivar o crescimento da ciência e da profissão de psicólogo escolar e educacional”, informou.
As principais ações da Abrape-GO, seguindo Maraísa, são: ampliar a difusão e o reconhecimento da área de atuação da Psicologia Escolar; acompanhar os projetos de lei que tenham por finalidade e inserção do psicólogo na Rede Pública de Ensino de Goiânia e Goiás; discutir sobre a medicalização da sociedade e da educação; e realizar encontros estaduais de Psicologia Escolar e Educacional.
Audiência ocorre no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa de Goiás na manhã desta terça-feira, 14.