Luis Cesar Bueno diz que Poder Legislativo deveria repensar postura sobre privatizações
Durante o Pequeno Expediente, o deputado Luis Cesar Bueno (PT) disse que o Parlamento Goiano deveria repensar sua postura em relação às privatizações. De acordo com ele, recentemente a Casa aprovou emenda que impedia cobrança de pedágios na Região Metropolitana da capital, mas o edital de concessão de trechos de rodovias vai no sentido contrário.
“Na linha da privatização, esta Casa precisa ter uma postura clara. Digo isso em relação às rodovias. Esta Casa aprovou uma emenda que proibia cobrança de pedágio na Região Metropolitana de Goiânia. O edital que está na praça estabelece que os moradores da região terão de pagar pedágio para utilizar as rodovias no trecho metropolitano”, afirmou o petista.
Luis Cesar Bueno argumentou que a população precisa aproveitar o momento eleitoral para refletir sobre a atuação da bancada federal e dos três senadores por Goiás. De acordo com ele, obras necessárias para o desenvolvimento goiano não foram ainda executadas, causando prejuízos para toda a população e o setor produtivo.
“Fico satisfeito com a chegada do período eleitoral. Isso permite uma reflexão sobre o papel do Ministério da Cidades e avaliação sobre o que os três senadores fizeram por Goiás nos últimos 18 anos. A BR-153, entre Anápolis e Porangatu, não foi ainda duplicada. É um verdadeiro corredor da morte. Não foi feita a reforma tributária para acabar ou simplificar com os 88 tributos, 13 impostos e 41 contribuições que existem hoje”, disse o deputado.
Luis Cesar Bueno disse que o PT, quando ocupava o Executivo Federal, encaminhou proposta de reforma tributária, mas a matéria acabou não indo adiante. Para o deputado, o setor produtivo não suporta mais a atual carga tributária.
“Meu partido, o PT, encaminhou reforma tributária para o Congresso, no governo do Presidente Lula, em março de 2010. A partir daí virou uma guerra entre Legislativo e Executivo, e entre governadores. O ex-deputado Sandro Mabel havia sido relator da reforma tributária, que não foi adiante. O setor produtivo não suporta mais a carga tributária”, afirmou o petista.