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Diretor diz que resolver problemas de Goiás é prioridade do Grupo Enel no Brasil

07 de Novembro de 2019 às 11:42

Durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no fornecimento de energia elétrica por parte da empresa Enel, o engenheiro Guilherme Lencastre, diretor de Desenvolvimento de Negócios de Infraestrutura e Redes da Enel Brasil respondeu perguntas dos membros do colegiado.  

Guilherme disse que quando ocorreu o processo de privatização da Celg havia muitos problemas. “Você só consegue entender a situação da companhia quando você entra. A degradação da rede estava pior do que imaginamos quando começamos, quando entramos. Principalmente na rede rural, pois materiais que a Celg usava não eram duradouros. Havia uma deterioração muito grande. Então, tivemos que fazer um trabalho muito grande”, tratou.  

Ele ainda afirmou que a intenção da Enel é fazer tudo o mais rápido possível da melhor maneira“Não vamos deixar de reconhecer os problemas que existem. O que queremos aqui é a ajuda do Parlamento para que possamos resolver esses problemas mais rapidamente. Estamos tentando acelerar as resoluções. Já colocamos uma série de ações focais, como por exemplo as duas subestações que vamos inaugurar agora em dezembro”, explicou.   

O diretor informou ainda que será inaugurada uma subestação para o primeiro semestre de 2020, além de reparações e ampliações em subestações de todo o estado de Goiás. Serão 17 novas subestações, segundo Guilherme. “Todas obras estão em fase de execução. Isso vai trazer uma melhora de atendimento ao cliente e confiabilidade na rede. Ao longo desses anos, os investimentos que foram feitos começam a entrar em efeito agora. Isso também vai beneficiar os produtores rurais.”  

Guilherme Lencastre sustentou que ainda há muitos problemas em relação aos serviços da Enel, mas que estão sendo resolvidos. “O estado é muito grande, então é difícil estabelecer uma data específica. Trabalhamos para tentar antecipar o máximo possível”, disse em resposta ao relator da CPI, Cairo Salim (Pros).  

Ainda respondendo indagação de Salim, Guilherme disse que o atendimento da empresa vai se expandir. “No 0800 aumentamos em 70% a capacidade de atendimento. Além disso, usamos callcenter de outras empresas distribuidoras que temos, isso nós já estamos fazendo. Temos alguns canais especiais que foram criados para atendimento a grandes clientes e para produtores rurais. Também queremos criar canais via WhatsApp para atender mais rapidamente”, afirmou.  

Em resposta a colocações do deputado Amauri Ribeiro (Patriotas), sobre exemplos de protocolos de reclamações de produtores rurais, Lencastre declarou que o caminho para resolver esses problemas é trabalhar mais próximos aos deputados. "Convido todos vocês para uma reunião, para que assim possamos criar soluções mais simples que cheguem mais rápido a essas regiões. Estamos abertos para melhorar. Goiás é prioridade do Grupo Enel no Brasil”, afirmou. 

O deputado Henrique Arantes (MDB) contrapôs: “Na época da Celg não tinha esse tanto de problema e não investia, agora a Enel, com esse tanto de investimento, tem problemas todos os dias”. 

Guilherme Lencastre é formado em Engenharia de Produção pela PUC-Rio e tem MBA pelo Ibemec-RJ. Possui 18 anos de experiência no setor elétrico e começou a trabalhar no grupo em 1998 quando a Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, recém-privatizada, foi adquirida pelo grupo. Por cinco anos ocupou a posição de diretor financeiro das empresas de Geração no Brasil quando a Interconexão Internacional Brasil-Argentina já estava em operação (desde 2001) e a Usina Termelétrica de Fortaleza terminava sua construção e comissionamento (dezembro de 2003). A partir de 2008 assumiu o cargo de diretor presidente das empresas Geração Brasil, compreendendo as três empresas com negócios de Geração, Transmissão e Comercialização & Trading de Energia. A partir de 2014 passou a ocupar a posição de Diretor de Desenvolvimento de Negócios de Infraestrutura e Redes para as Américas. 

A oitiva ocorre no auditório Solon Amaral da Casa de Leis na manhã desta quinta-feira, 7. 

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