Lêda Borges diz que o professor é um líder nato que vem sofrendo agressões físicas, emocionais e políticas
Para discutir o projeto do Estatuto do Magistério, a deputada Lêda Borges (PSDB) usou a tribuna para reforçar seu voto contrário à matéria do Governo. “Sou contra esse pacote de maldades. Esse estatuto mexe com os profissionais que cuidam do cidadão e transformam as crianças em pessoas do bem, feliz com conhecimento. A escola é mediadora do conhecimento, mas é propulsora do cidadão”, enfatizou.
Para a deputada, que é professora por formação, o professor é um líder nato que vem sofrendo agressões físicas, emocionais e políticas. “O mundo está tão agressivo, que os professores estão levando tiro, facada e murro na sala de aula. Além disso, sofrem com depressão e mesmo doentes, não deixam a sala de aula por que se sentem responsáveis pelos nossos filhos, mesmo recebendo o pior salário do serviço público”, argumentou.
Lêda afirmou que os projetos encaminhados pelo Governo à esta Casa de Leis provam que a podridão social e o massacre social promovido pelo Executivo com o fim dos benefícios adquiridos da categoria. “É essa sociedade podre que tem feito nossos jovens bandidos. Os professores estão sendo mortos, atacados, ameaçados de morte e ainda assim não são respeitados. Esse projeto é prova disso. Eu já não sei o que vale a pena nesse mundo. O que realmente tem valor nesse mundo, se o professor não tem valor, quem terá? São eles que constroem sonhos, vidas, esperança e conhecimento de nossos filhos, daqueles que depositam na escola a esperança de um futuro melhor”, finalizou.