Por iniciativa de Talles Barreto, Legislativo homenageia atletas de artes marciais com presença do líder mundial Chung Sik Yong
Além do parlamentar, compuseram a mesa de trabalhos: o presidente Chung Sik Yong; a representante da entidade na América Latina, Diosdada Ladica dos Santos; o juiz da Infância e Juventude de Anápolis e faixa-preta de karatê 6º DAN, Carlos José Limongi Sterse; o presidente da Federação de Karatê Semi Contato, Délio dos Santos; o diretor de Licitação da Assembleia Legislativa, Rodrigo Gabriel Moisés; e o assessor político Jorge Dias Karatê.
Em seu discurso, Talles Barreto falou sobre o período em que atuou na área de esporte e lazer em Goiás, experiência que, disse, contribuiu para sua chegada ao Legislativo e para a continuidade de sua vida pública, que soma cinco mandatos.
Barreto reconheceu o trabalho de professores, mestres, atletas e dirigentes que contribuíram para o desenvolvimento das artes marciais em Goiás, com destaque para o karatê. Ao mencionar nomes ligados à história da modalidade no estado, o deputado enfatizou a importância da dedicação de quem atua na formação de atletas e na manutenção das tradições esportivas. “O esporte transforma vidas, abre oportunidades, fortalece a autoestima e contribui para a formação de cidadãos e cidadãs mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios da vida.”
O deputado destacou que, por trás das conquistas dos atletas, existem horas de treinamento, renúncias e o apoio de profissionais que acreditam no potencial de cada praticante. Outro ponto abordado foi a necessidade de fortalecer a representatividade das artes marciais e promover a integração entre as entidades esportivas.
O deputado mencionou os desafios históricos relacionados à unificação das federações e manifestou apoio às iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor.
Ao se dirigir ao mestre sul-coreano Chung, o legislador destacou a relevância da liderança e da cooperação para ampliar a representatividade das modalidades. Ao final, ele parabenizou os atletas, dirigentes, professores e mestres homenageados, ressaltando a contribuição das artes marciais para o esporte e para a sociedade goiana.
Apoio
Posteriormente, o diretor de Licitação da Alego, Rodrigo Gabriel Moisés, evidenciou que, além dos desafios enfrentados nos dojos, tatames e ringues, esses profissionais também precisam superar dificuldades diárias para manter vivas as artes marciais e garantir a continuidade de seus projetos.
Moisé chamou a atenção para a necessidade de maior valorização dos esportes individuais, que ainda enfrentam dificuldades de financiamento e incentivo quando comparados a modalidades coletivas, como o futebol.
Presidente da Federação de Karatê Semi Contato, Délio dos Santos defendeu a valorização dos esportes individuais e o resgate dos princípios de disciplina, integridade e formação moral. “Acima de tudo, respeito”, destacou. Santos também anunciou o lançamento, no Brasil, da Federação Mundial de Artes Marciais e homenageou Talles Barreto como embaixador do esporte, título concedido pela organização.
Representante mundial
Na sequência, o homenageado com a Medalha Pedro Ludovico Teixeira, o presidente da Federação Mundial das Artes Marciais Unificadas pela Paz, Chung Sik Yong, fez uso da palavra e defendeu a utilização das artes marciais como instrumento de educação do caráter e transformação social.
Yong destacou que a prática vai além do treinamento físico e das técnicas de combate. Para ele, a formação dos praticantes deve incluir disciplina, responsabilidade, respeito aos pais e professores, autocontrole, liderança e compromisso com a comunidade. “A maior vitória nas artes marciais não é derrotar os outros, mas conquistar a si mesmo”, afirmou.
O líder compartilhou experiências de viagens a cinco países africanos. Segundo ele, o contato com jovens e lideranças esportivas de comunidades com poucas oportunidades educacionais reforçou sua convicção de que as artes marciais podem contribuir para o desenvolvimento pessoal e social.
O líder apresentou o projeto “From Zero to Hero” (Do Zero ao Herói), voltado à formação de jovens por meio da combinação entre treinamento esportivo e educação do caráter. A proposta prevê que metade do processo educativo seja dedicada às artes marciais e a outra metade ao desenvolvimento de valores e princípios éticos.
“A verdadeira mudança começa quando eu mudo a mim mesmo”, disse Yong, defendendo que os praticantes desenvolvam a capacidade de servir ao próximo, proteger os mais vulneráveis e utilizar suas habilidades em benefício da sociedade. Para o líder, a transformação individual pode alcançar as famílias e as comunidades e, consequentemente, contribuir para mudanças no futuro de uma nação.
Chung Sik Yong afirmou ainda que o Brasil reúne potencial para se tornar referência na América do Sul em iniciativas de educação do caráter e construção da paz por meio das artes marciais. Ao encerrar sua mensagem, reforçou três princípios: o caráter deve ser mais valorizado do que a força física; superar a si mesmo é mais importante do que derrotar adversários; e viver em benefício dos outros deve estar acima da busca exclusiva pelo sucesso pessoal.