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Estatuto do câncer esclarecerá pacientes de seus direitos

16 de Junho de 2009 às 11:31

Representante do setor de ouvidoria da Associação de Combate ao Câncer de Goiás (ACCG), Gustavo de Sousa destacou em audiência pública que acontece neste momento na Sala Solon Amaral, na Assembleia, que grande parte dos pacientes encaminhados para tratamento no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, é de outro Estado ou município, e por isso enfrentam muitas dificuldades burocráticas e de locomoção para tratamento.

Gustavo cita que após o atendimento de emergência, o paciente fica impossibilitado de dar procedimento no tratamento junto ao Hospital, pois a internação demanda maior burocracia do que o atendimento de emergência, principalmente aos pacientes oriundos de outro município do Estado ou de outro Estado.

O Superintendente Administrativo da ACCG, Dr. Amarildo Cunha Brito, também presente na audiência, informou que 85% dos atendimentos do Araújo Jorge são realizados pelo SUS, o que representa mais de 1.100 pacientes por mês, em sua grande maioria do interior.

Para Amarildo, o estatuto vai permitir um atendimento melhor a esses pacientes, que não tem conhecimento de seus direitos e do tratamento que podem receber junto ao Hospital e acabam tendo seu tratamento frustrado por não conhecer a legislação.

“Muitos pacientes chegam no Hospital, recebem o atendimento de emergência e depois não pode dar procedimento, pois seu município não é compactuado com o município de Goiânia, as prefeituras apenas descarregam o cidadão no Hospital e praticamente o abandonam aqui”, desabafou o superintendente.

Segundo Amarildo, os procedimentos são de alto custo e em alguns casos o SUS não repassa o valor integralmente, principalmente quando se trata de medicamentos. “Existe remédio de R$ 7 mil e o SUS repassa apenas R$ 4 reais, assim o hospital banca R$ 3 mil em apenas 1 paciente o que dificulta o pleno atendimento do paciente”.

Para ele, o estatuto vai permitir ao paciente cobrar de seus municípios e do Estado o correto encaminhamento do tratamento, e demais questões que envolvem seus direitos como paciente de câncer, viabilizando o acompanhamento necessário que a doença demanda.

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