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Deputado Antônio Gomide defende fortalecimento da saúde no orçamento estadual
O deputado estadual Antônio Gomide (PT) defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) diante da redução de R$ 497 milhões em três áreas da saúde pública prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. A defesa foi feita durante audiência pública de prestação de contas da Secretaria de Estado da Saúde, ocorrida na última quarta-feira, 4, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), quando o parlamentar questionou os cortes nos recursos destinados aos serviços de média e alta complexidade, como cirurgias e tratamentos especializados.
Em contrapartida, o deputado apontou um aumento de mais de R$ 510 milhões nos recursos destinados às Organizações Sociais (OSs). Para Gomide, a diferença revela uma inversão de prioridades na política estadual de saúde, com maior direcionamento de recursos à estrutura administrada pelas organizações e redução de investimentos em ações voltadas diretamente à população.
"De novo, é aquela visão do Estado: fortalece as OSs e aquilo que vem de atenção básica, aquilo que vem de promoção de saúde, nós temos recuo do Estado. Quando fala-se em hospital de porta aberta, essa é a expressão do cidadão goiano: 'Eu quero ir ao hospital e poder ser atendido'. Quando chego lá, o hospital está de porta fechada", destacou.
Gomide aproveitou a presença do secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, para propor o aprofundamento do debate sobre o funcionamento do SUS em Goiás. Para o deputado, as Organizações Sociais não podem ocupar o lugar de regra na gestão da saúde pública, enquanto o sistema público fica em segundo plano.
"Se tem algo que nós aqui prezamos, gostamos e queremos ver dando certo é o Sistema Único de Saúde. Agora, nós não podemos ter o SUS como exceção e a regra é a OS. A regra não pode ser a OS. A regra tem que ser o SUS", enfatizou.
O deputado também defendeu a retomada de investimentos na atenção básica, na promoção da saúde e na integração entre Estado e municípios. Como exemplo, citou as dificuldades relacionadas à vacinação e a necessidade de aproximar a gestão estadual da realidade dos municípios.